A confirmar o teu acesso…
✓ guardado
Módulo 01

Nível de Autoconsciência

Descobre o teu nível de autoconsciência interna e externa e o que isso significa para o teu crescimento.

0 / 10
Autoconsciência Privada
Autoconsciência Pública

Os 4 Arquétipos

Introspectivo Alta Privada · Baixa Pública
Consciente Alta Privada · Alta Pública
Descobridor Baixa Privada · Baixa Pública
Pleaser Baixa Privada · Alta Pública
← Privada baixa Privada alta →
Módulo 02

Valores e Princípios

Transforma os teus valores em princípios concretos que orientam decisões e comportamentos no dia a dia.

Passo 1 de 5
Quais são os teus valores?
Se já preencheste o Módulo 1, os teus valores estão aqui para confirmar ou ajustar. Seleciona entre 3 a 7 valores que sentes que te definem verdadeiramente, não o que gostarias de ser, mas o que já és no teu melhor.
"Os valores não são o que dizemos que valorizamos. São o que fica quando tudo o resto e tirado."
Adaptado de Brene Brown
Seleciona os teus valores
Clica para selecionar. Entre 3 e 7 valores.
Selecionados: 0 / 7
Passo 2 de 5
O que significa cada valor para ti?
Um valor sem definição é uma intenção vaga. Aqui das substancia a cada um, o que significa concretamente, como se manifesta no teu dia a dia, é quando e que o trairas.
Passo 3 de 5
Os teus princípios de vida
Um princípio é um valor transformado em regra de ação. Não é "honestidade", e sim "digo a verdade mesmo quando é difícil." Escreve entre 3 a 6 princípios que queres que guiem as tuas decisões.
"Os princípios são os valores em ação. São a resposta à pergunta: como é que eu me comporto quando ninguém está a ver?"
Rafael: CIS Method
Princípio 1
de que valor nasce este princípio?
Como se manifesta no dia a dia?
Princípio 2
de que valor nasce este princípio?
Como se manifesta no dia a dia?
Princípio 3
de que valor nasce este princípio?
Como se manifesta no dia a dia?
Passo 4 de 5
A bússola de decisão
Antes de tomares uma decisão importante, passa-a por este filtro. Responde a cada pergunta com honestidade e vê se a decisão está alinhada com quem queres ser.
Como usar esta bússola: Pensa numa decisão concreta que tens pela frente agora. Pode ser profissional, pessoal ou relacional. Responde a cada pergunta com base nos teus valores e princípios que definiste.
Qual é a decisão que precisas de avaliar?
1
Esta decisão está alinhada com os meus valores mais importantes?
2
Daqui a 5 anos, vou sentir que foi a decisão certa?
3
Tomaria esta decisão se as pessoas que admiro soubessem?
4
Esta decisão serve o meu crescimento ou apenas o meu conforto imediato?
5
se o medo fosse removido da equação, tomaria esta decisão?
A minha reflexão sobre esta decisão
Passo 5 de 5
Compromisso com os meus valores
Um valor sem comportamento concreto é uma aspiração. Para cada valor, define um hábito que o ativa e um comportamento que o trai, para saberes quando estás a desviar-te.
"Não basta saber quais são os teus valores. Tens de saber como vais viver por eles amanhã."
Rafael: CIS Method
A minha declaração de intenção
Escreve uma frase que resume quem queres ser e como queres viver. Em voz alta se conseguires.
Módulo 03

O teu Perfil DISC

Identifica o teu padrão de comportamento dominante e aprende a usar isso para comunicar e liderar melhor.

Antes de começares, conhece os quatro estilos
D
Dominância
Orientado a resultados

Decide depressa, gosta de desafios e de ter controlo sobre o rumo das coisas. Move-se por metas concretas, não por consenso longo.

DirectoDecididoCompetitivo
Vamos direto ao assuntoPrefiro decidir a discutir
Desafio típicoPode passar por cima das pessoas quando quer resultados depressa.
I
Influência
Orientado a pessoas

Comunica com entusiasmo, contagia o grupo e move-se por reconhecimento e ligação. Prefere falar as ideias a escrevê-las.

SociávelOptimistaPersuasivo
Vamos fazer disto algo especialAdoro esta ideia
Desafio típicoPode perder o foco nos detalhes e prometer mais do que consegue cumprir.
S
Estabilidade
Orientado a consistência

Calmo, leal e paciente. Valoriza a harmonia do grupo e prefere mudanças graduais a rupturas bruscas.

PacienteLealConstante
Vamos com calma e sem pressaPrefiro que todos fiquem bem com isto
Desafio típicoPode evitar o confronto necessário e demorar a adaptar-se à mudança.
C
Conformidade
Orientado a precisão

Analítico e sistemático. Valoriza a qualidade, os dados e as regras claras antes de avançar com qualquer decisão.

RigorosoAnalíticoCauteloso
Vamos confirmar os dados primeiroPrefiro fazer bem a fazer depressa
Desafio típicoPode paralisar-se a analisar em vez de agir com a informação que já tem.

Toca em cada estilo para o conheceres melhor. A seguir respondes a dez blocos distribuindo pontos entre as quatro opções, sem pensar demasiado. É essa espontaneidade que revela o teu padrão real.

Bloco 1 / 10

Pontuação por estilo

D: Dominância
I: Influência
S: Estabilidade
C: Conformidade

Os 4 estilos DISC

DDominânciaResultados · Controlo
IInfluênciaPessoas · Entusiasmo
SEstabilidadeHarmonia · Lealdade
CConformidadeQualidade · Rigor

Compatibilidade e tensões entre estilos

D x SVelocidade versus estabilidade. O D quer ação imediata; o S precisa de tempo para processar. A solução: o D avisa com antecedencia; o S comunica o que precisa.
D x CAção versus analise. O D decide rápido; o C quer dados completos. A solução: acordar um prazo limite para a analise antes de agir.
I x CCriatividade versus precisao. O I quer flexibilidade; o C quer rigor. A solução: o I respeita o processo; o C celebra as vitorias intermédias.
I x SMudanca versus previsibilidade. O I energiza-se com o novo; o S precisa de estabilidade. A solução: mudancas com aviso previo e ritmo adaptado.
A gestão eficaz é a autoconsciência profunda passam por reconhecer o valor dos 4 estilos e aprender a comunicar com cada um deles.

Campos de devolutiva pessoal

Instrumento estruturado com base no modelo DISC para fins de autoavaliação e desenvolvimento. Instrumentos DISC comercialmente validados possuem processos próprios de normalização e aplicação controlada.

Módulo 04

Eventos Despertador

Com base na investigação de Tasha Eurich (Insight, 2017), identifica os momentos que já mudaram a tua perceção de ti próprio.

Passo 1 de 5
O que são eventos despertador?
Tasha Eurich, psicóloga organizacional, estudou durante anos o que distingue as pessoas com alta autoconsciência, aquilo a que ela chama "unicórnios". A descoberta mais surpreendente foi sobre como esses momentos de insight acontecem.
95%
das pessoas acreditam ser autoconscientes. A investigação de Eurich mostra que apenas 10 a 15% realmente o são. A diferença não está na inteligência, está nos momentos que cada pessoa escolhe ver e interpretar.
"Contrariamente ao que esperávamos, os nossos unicórnios não ganharam autoconsciência através de eventos dramáticos e avassaladores. Por uma margem de dois para um, reportaram ter ganho mais insight a partir de situações mais mundanas: um comentário ouvido por acaso, uma palavra inesperada, um momento de reconhecimento."
Tasha Eurich: Insight, 2017

Um evento despertador é qualquer momento, grande ou pequeno, que te faz ver a ti próprio com mais clareza. Pode ser uma crítica que doeu mas era verdadeira. Uma conversa que abriu uma janela. Um fracasso que revelou um padrão. Ou até um momento de silêncio numa caminhada.

O que os "unicórnios" de Eurich fazem de diferente não é viver mais eventos, é parar para os processar com as perguntas certas.

Autoconsciência interna
Como me vejo
Conhecer os próprios valores, paixões, reações, padrões e impacto. É a clareza sobre quem somos por dentro, o que nos motiva, o que nos assusta, o que nos define. A maioria das pessoas acredita ter esta dimensão mas subestima os seus pontos cegos.
Autoconsciência externa
Como os outros me veem
Perceber como os outros nos experimentam, o nosso impacto, o nosso estilo, a nossa presença. Eurich descobriu que autoconsciência interna e externa não estão correlacionadas: podemos ter muita de uma e pouca da outra. Os eventos despertador tocam frequentemente na dimensão que mais negligenciamos.
A mudanca mais importante: de "Porque?" para "O que?"
Eurich descobriu que a pergunta que fazemos a nos próprios depois de um evento determina se ganhamos ou perdemos insight. "Porque" leva a ruminação. "O que" leva a aprendizagem.
Pergunta que bloqueia
Porque é que isto me aconteceu a mim?
Pergunta que abre
O que posso aprender sobre mim nesta situação?
Pergunta que bloqueia
Porque é que eu sou assim?
Pergunta que abre
O que quero mudar a partir de hoje?
Pergunta que bloqueia
Porque é que as pessoas reagem assim a mim?
Pergunta que abre
O que estou a comunicar sem ter intenção?
Passo 2 de 5
Os 4 tipos de eventos despertador
Com base na investigação de Eurich e nos padrões que ela identificou nos "unicórnios", os eventos despertador podem ser organizados em quatro categorias. Clica em cada uma para explorar.
01
Eventos de ruptura
Momentos de crise, perda, fracasso ou conflito que forçam uma reavaliação. São os mais visíveis e os que a maioria associa a "mudar de vida", mas Eurich mostra que o seu impacto depende inteiramente de como os processamos. Sem reflexão, uma ruptura é apenas dor. Com reflexão, é dados.
Uma demissão ou fracasso profissional O fim de uma relação importante Uma doença ou limite físico Um conflito sério com alguém próximo Uma crítica pública ou rejeição dolorosa
02
Eventos de feedback inesperado
Palavras que não pediste e que revelaram algo que não vias. Eurich descobriu que os seus "unicórnios" eram especialmente atentos a comentários casuais, conversas ouvidas por acaso, e observações que a maioria das pessoas descarta. O que distingue estes momentos é a disponibilidade para ouvir em vez de defender.
Um comentário casual de um amigo que ficou a ecoar Uma avaliação de desempenho que revelou um padrão Uma conversa ouvida por acaso sobre ti O feedback honesto de alguém que te respeita Uma reação dos outros que não esperavas
03
Eventos de contraste e espelho
Momentos em que te vês a ti próprio a partir de fora, ao observares alguém diferente de ti, ao leres algo que te descreveu sem te nomear, ao entrares num ambiente que revelou quem eras pelo contraste. O espelho não te diz quem és: mostra-te o que ainda não sabias.
Observar alguém com um padrão que reconheces em ti Ler um livro ou ver algo que te descreveu com precisão Entrar num ambiente muito diferente do teu habitual Ver vídeos ou fotos de ti próprio em ação Conviver com pessoas que te desafiam a ser diferente
04
Eventos de silêncio e espaço
Os mais subestimados e, segundo Eurich, dos mais poderosos. Muitos dos seus "unicórnios" descreveram momentos de insight durante atividades mundanas, exercício, limpeza, condução. O silêncio desliga o modo automático e permite que o que já sabes, mas não vês, suba à superfície. Não precisas de drama. Precisas de pausa.
Uma caminhada sem música nem podcast Um momento de diário ou escrita livre Uma sessão de coaching ou terapia Um retiro ou período de isolamento intencional Uma noite de insonia com os pensamentos certos
Passo 3 de 5
Os meus eventos despertador
Pensa na tua história. Quais foram os momentos, grandes ou pequenos, que mudaram a forma como te ves? Regista pelo menos dois. Podes adicionar quantos quiseres.
"O que distingue os unicórnios não é viver mais eventos, é a disposição para parar, olhar e perguntar o que aquele momento lhes quer dizer sobre si próprios."
Tasha Eurich: Insight, 2017
Evento 1
Que tipo de evento foi?
O que aconteceu? (Descreve o momento)
Que idade tinhas / em que fase da vida estavas?
Evento 2
Que tipo de evento foi?
O que aconteceu?
Que idade tinhas / em que fase da vida estavas?
Passo 4 de 5
Reflexão com as perguntas certas
Agora aplicas o método de Eurich: substituis o "porquê" pelo "o quê". Estas perguntas ajudam a extrair aprendizagem real dos teus eventos, em vez de apenas reviver a dor ou o impacto.
1
O que é que estes eventos revelaram sobre quem eu sou, os meus valores, os meus padrões, os meus pontos cegos?
Não o que aconteceu. O que eles revelaram sobre ti.
2
O que é que as outras pessoas viram em mim nestes momentos que eu não estava a ver?
Esta é a dimensão externa de Eurich, o impacto que temos nos outros sem saber.
3
O que é que mudou na forma como me vejo depois destes momentos?
Antes vs. depois. O que ficou diferente na tua narrativa sobre ti próprio?
4
O que é que ainda não vi sobre mim, e que tipo de evento poderia revelar?
Eurich chama a isto o "ponto cego ativo". Todos temos um. Qual é o teu?
Passo 5 de 5
Aprendizagens e próximos passos
O insight só se transforma quando passa para ação. Aqui consolidas o que aprendeste e defines como vais criar mais momentos de autoconsciência intencionalmente.
A
As 3 maiores aprendizagens sobre mim próprio
Aprendizagem 1
Aprendizagem 2
Aprendizagem 3
P
Como vou criar mais eventos despertador
Eurich descobriu que os unicórnios não esperam que os eventos aconteçam, criam condições para eles. Define uma prática regular de autoconsciência.
Que prática semanal de silêncio e reflexão vou adotar?
A quem vou pedir feedback honesto e regular?
Que tipo de experiências novas vou procurar que me coloquem em contraste?

A minha declaração de intenção

Baseado em: Eurich, T. (2017). Insight: Why We're Not as Self-Aware as We Think, and How Seeing Ourselves Clearly Helps Us Succeed at Work and in Life. Crown Business.

Módulo 05

Modelo ABC

O método de Albert Ellis para perceber como os teus pensamentos, não os eventos, criam as tuas emoções.

Passo 1 de 5
O que é o modelo ABC?
Albert Ellis, psicólogo americano, desenvolveu na década de 50 a Terapia Racional Emotiva Comportamental (REBT). A sua descoberta central foi revolucionária: não são os eventos que causam as nossas emoções, são as crenças que temos sobre os eventos. O modelo ABC é a ferramenta prática que traduz isso.
"Os homens não são perturbados pelas coisas, mas pela opinião que têm das coisas."
Epicteto, filósofo estoico, século I d.C., citado por Albert Ellis como base do modelo ABC
A
Activating event
O evento ou situação que acontece. Em si mesmo é neutro, não tem poder para te fazer sentir nada.
B
Belief
A crença, interpretação ou pensamento que tens sobre o evento. Este é o verdadeiro gatilho emocional.
C
Consequence
A emoção e o comportamento que resultam da crença, não do evento. Aqui mora o que queremos mudar.
O erro que quase todos cometem
A maioria das pessoas acredita que A causa C diretamente. Ellis demonstrou que isso é falso, e que essa crença é a raiz de muito sofrimento desnecessário.
O que pensamos
"Fui criticado (A) e por isso sinto-me mal (C)."
A realidade
"Fui criticado (A), acreditei que isso me torna inadequado (B), e por isso sinto-me mal (C)."
Quando percebemos que B está entre A e C, abrimos uma janela de liberdade: podemos não controlar A, mas podemos trabalhar B. E isso muda tudo.
Um exemplo concreto
A: Evento
O chefe faz uma crítica ao teu trabalho numa reunião.
B: Crença
Irracional: "Isto prova que sou incompetente e todos pensam isso de mim."
Racional: "Esta crítica é sobre este trabalho específico. Posso aprender com ela."
C: Consequência
Vergonha, ansiedade, evitamento.
Desconforto passageiro, motivação para melhorar.
Passo 2 de 5
Os 4 tipos de crenças irracionais
Ellis identificou padrões de pensamento que sistematicamente geram sofrimento desnecessário. Não são defeitos de carácter, são hábitos cognitivos que podemos reconhecer e mudar. Clica em cada um para explorar.
01
Exigência absoluta: "Tenho de..." / "Deve..."
A crença de que as coisas, as pessoas ou nós próprios devemos ser de determinada forma absoluta. Ellis chamou a isto "musturbation", a tirania dos "tenho de", "devo", "é obrigatório". Gera ansiedade, raiva e culpa crónicas porque a realidade raramente obedece a esses absolutos.
"Tenho de ser sempre competente." / "As pessoas devem tratar-me com respeito." / "A vida deve ser justa."
Substitui "tenho de" por "preferia que" ou "seria melhor se". Isso é desejo, não exigência.
02
Catastrofização: "É horrível..." / "Não aguento..."
A tendência a ampliar os eventos negativos até ao máximo imaginável. Ellis chamou a isto "awfulizing", transformar inconvenientes em catástrofes. Um erro torna-se "o pior que podia acontecer". Uma rejeição torna-se "o fim". Paralisa a ação e amplifica a dor muito além do proporcional.
"É horrível que isto tenha acontecido." / "Não consigo suportar esta situação." / "É o fim do mundo."
Pergunta: "É realmente o pior que podia acontecer? O que é que, com 100% de certeza, não vai acontecer por causa disto?"
03
Baixa tolerância à frustração: "Não devia ser assim..."
A crença de que o desconforto, o esforço ou a frustração são intoleráveis e não deviam existir. Leva a evitamento sistemático de tudo o que é difícil, e portanto ao abandono de tudo o que é valioso. A vida exige desconforto. Resistir a isso é resistir à vida.
"Não deveria ser tão difícil." / "Não consigo tolerar esta incerteza." / "Isto não é justo, não devia acontecer."
Substitui "não consigo tolerar" por "é difícil, mas consigo aguentar". A tolerância é uma competência, não um traço fixo.
04
Rotulação global: "Sou um fracasso..." / "Ele é mau..."
A tendência a avaliar a totalidade de uma pessoa, si próprio ou os outros, com base num comportamento específico. Ellis argumentou que os seres humanos são demasiado complexos para serem reduzidos a um rótulo. Um erro não te torna "um fracasso", é apenas um erro. Ellis propõe avaliar comportamentos, nunca pessoas.
"Sou um fracasso total." / "Ele é completamente egoísta." / "Sou uma má pessoa por ter pensado isto."
Separa o ato da pessoa. "Fiz uma má escolha" em vez de "sou mau". O comportamento pode mudar, a identidade não deve ser julgada por um momento.
Passo 3 de 5
D e E: Disputar e substituir
Ellis expandiu o modelo para ABCDE. Depois de identificar a crença irracional em B, vem o passo mais poderoso: a Disputa (D), questionar a crença com evidência, e o Efeito (E), a nova crença racional e o novo estado emocional que resulta.
"O objetivo não é pensar positivo. É pensar de forma precisa. Uma crença racional não é otimista, é realista."
Albert Ellis, fundador da REBT
D
Disputa: Questiona a crença
Três tipos de perguntas para contestar crenças irracionais
Evidência empírica
Onde está a prova de que esta crença é verdadeira? O que contradiz esta crença?
"Tenho de agradar a todos" → Onde está escrito isso? Alguma vez alguém agradou a todos? O que há de concreto que prove que sou obrigado a isso?
Lógica
Esta crença faz sentido lógico? Segue-se necessariamente que se A é verdade, então B tem de ser verdade?
"Se não sou perfeito, então sou um fracasso" → Segue-se isso logicamente? O que está entre "imperfeito" e "fracasso total"?
Pragmatismo
Esta crença é útil? Ajuda-me a alcançar os meus objetivos ou afasta-me deles?
"Não consigo suportar incerteza" → Esta crença ajuda-me a agir melhor? O que perderia se a abandonasse?
E
Efeito: A nova crença e o novo estado
O resultado de uma disputa bem feita
O objetivo de E não é pensar positivo, é pensar com precisão. A nova crença não nega a dificuldade; reconhece-a sem a ampliar. A emoção resultante é funcional: pode ser desconforto, deceção ou tristeza, mas proporcional, não paralisante.
Crença irracional
"Devo agradar a todos ou sou um fracasso."
Crença racional (E)
"Prefiro agradar aos outros, mas não é obrigatório e não define o meu valor."
Passo 4 de 5
Aplica o modelo ABCDE
Escolhe uma situação concreta da tua vida, recente, com carga emocional, e passa-a pelo modelo completo. É na prática que o modelo se torna uma competência.
Escolhe uma situação de partida
Seleciona um tipo ou escreve a tua própria.
Crítica recebida
Alguém criticou o teu trabalho, comportamento ou decisão.
Falha ou erro
Não atingiste um resultado que esperavas de ti próprio.
Conflito relacional
Uma conversa ou situação com alguém que gerou tensão.
Incerteza ou ansiedade
Uma situação por resolver que ocupa a tua mente.
A
Activating event: O que aconteceu?
Descreve o evento de forma factual e objetiva, sem interpretação. Apenas o que aconteceu.
Imagina que estás a descrever a um estranho. Só factos, sem adjetivos carregados.
B
Belief: O que pensaste sobre isso?
Que pensamentos automáticos surgiram? O que significou este evento para ti?
Procura os "tenho de", "é horrível", "não aguento", "sou um...", são os sinais de crença irracional.
Que tipo de crença irracional reconheces aqui?
C
Consequence: O que sentiste e fizeste?
Que emoção resultou dessa crença? E que comportamento teve?
D
Disputa: Questiona a crença
Que evidência existe contra esta crença? É logicamente necessário que seja assim?
Usa as três perguntas: evidência empírica, lógica, pragmatismo.
E
Efeito: A nova crença racional
Qual é a versão mais precisa e útil desta crença? E que emoção funcional resulta?
Não é positivo forçado. É preciso e proporcional. "Prefiro... mas não é obrigatório." "É difícil, mas consigo."
Passo 5 de 5
Tornar o ABCDE um hábito
O modelo ABC só ganha poder quando se torna um reflexo, uma forma automática de processar emoções difíceis antes de reagir. Aqui defines como o vais praticar.
"Não tens de acreditar em tudo o que pensas. Os pensamentos são eventos mentais, não factos."
Albert Ellis: REBT, década de 50
Os meus padrões de crença mais recorrentes
Que tipo de crença irracional aparece mais vezes na tua vida? Nomear o padrão é o primeiro passo para o interromper.
O meu sinal de alarme
Que emoção ou sensação física indica que uma crença irracional está ativa? Esse é o sinal para pausar e aplicar o modelo.
A minha prática semanal
Ellis recomendava praticar o ABCDE em papel pelo menos uma vez por semana, mesmo fora de crises. A competência constrói-se na calma, não apenas no caos.
As minhas três frases racionais de ancoragem
Três frases que substituem os teus padrões mais frequentes, para teres prontas quando precisares.

O que mudas quando aplicas o modelo

Não controlas o que acontece, controlas o que acreditas sobre o que acontece. Esse espaço entre A e C é onde vive a tua liberdade. O ABCDE não elimina a dor, torna-a proporcional. É a diferença entre sofrimento desnecessário e desconforto funcional. E é exatamente isso: proporção.

Baseado em: Ellis, A. (1957). Rational Psychotherapy and Individual Psychology. Journal of Individual Psychology, 13(1), 38-44. Ellis, A. & Harper, R. (1975). A New Guide to Rational Living. Wilshire Book Company.

Módulo 06

A minha Síntese

Correlação de todos os módulos. Onde estou agora, os meus pontos fortes e fracos, o que preciso de mudar e as práticas concretas para o fazer.

Passo 1 de 5
Como os módulos se ligam
Cada módulo ilumina uma dimensão diferente de quem és. Em conjunto formam um retrato completo, não uma soma de partes, mas um sistema onde cada peça informa as outras.
01: Autoconsciência
Quem sou e como me vejo
O ponto de partida. Sem autoconsciência interna e externa, todos os outros módulos ficam sem âncora. É o espelho que torna os restantes possíveis.
02: Valores e Princípios
O que me guia
Os valores dão direção aos comportamentos DISC. Um D com valores de serviço age de forma muito diferente de um D com valores de poder. Os valores contextualizam o perfil.
03: Perfil DISC
Como me comporto
O DISC mostra o estilo, não o carácter. Explica as reações automáticas, os pontos cegos e como comunicar melhor. Completa a autoconsciência externa.
04: Eventos Despertador
O que me moldou
Os eventos explicam de onde vem o DISC e as crenças. Muitos padrões comportamentais remontam a momentos específicos da história pessoal.
05: Modelo ABC
O que posso mudar
O ABC é a ferramenta de transformação. Liga os eventos despertador (A) às crenças instaladas (B) e mostra como mudar as consequências (C). É o módulo da ação, onde o autoconhecimento se torna mudança real.
"Autoconhecimento sem ação é apenas entretenimento. A correlação entre estes módulos não é académica, é o mapa de como te tornares quem decides ser."
Rafael: CIS Method
O que vejo quando olho para o conjunto
Depois de percorrer os módulos, o que ressoa mais? Que padrões aparecem em mais do que um lugar?
Passo 2 de 5
Onde estou neste momento
Uma avaliação honesta do ponto de partida. Não é julgamento, é cartografia. Precisas de saber onde estás para saber o caminho.
Nível de autoconsciência atual
Com base no que descobriste no Módulo 01 e ao longo dos restantes, avalia cada dimensão de 1 a 5.
Autoconsciência interna
Autoconsciência externa
Clareza dos valores
Conhecimento do DISC
Gestão de crenças
Uso dos eventos
O meu momento atual
Descreve onde te encontras agora, profissional, pessoal, emocional. Sem filtros.
Em termos profissionais, estou a... Em termos pessoais, sinto que... O maior desafio que enfrento agora é...
O que o DISC revela sobre este momento
Como o teu perfil dominante está a influenciar a forma como enfrentas este momento?
Passo 3 de 5
Pontos fortes e pontos cegos
A síntese mais honesta que podes fazer. Não o que gostavas de ser, o que os módulos revelaram que realmente és, no teu melhor e no teu mais difícil.

Pontos fortes identificados

Pontos cegos e áreas a desenvolver

A minha maior limitação neste momento
Que padrão, comportamental, cognitivo ou emocional, aparece com mais frequência a bloquear-te? Usa o modelo ABC para o nomear.
O evento (A) mais recorrente A crença (B) por baixo A consequência (C) que quero mudar
Passo 4 de 5
Mudanças e práticas
O autoconhecimento sem ação é apenas informação. Aqui transformas o que aprendeste em compromissos concretos, um por módulo.
As minhas práticas dos próximos 30 dias
Para cada módulo, define uma ação concreta e específica. Pequena e consistente ganha a grande e esporádica.
Autoconsciência
Módulo 01
Valores e Princípios
Módulo 02
Perfil DISC
Módulo 03
Eventos Despertador
Módulo 04
Modelo ABC
Módulo 05
A mudança mais importante que vou fazer
Se só pudesses mudar uma coisa nos próximos 90 dias, qual seria? Escreve-a com a precisão de um compromisso real.
Passo 5 de 5
Conclusão
O fim deste modelo não é o fim do processo. É o início consciente de quem decides ser a partir de hoje.

O que este modelo revela

A autoconsciência não é um destino, é uma prática. Os cinco módulos que percorreste não te deram respostas definitivas: deram-te perguntas melhores. Quem sou? O que me guia? Como me comporto? O que me moldou? O que posso mudar?

A correlação entre eles mostra que o autoconhecimento é sistémico, não podes mudar um elemento sem influenciar os outros. O teu perfil DISC tem raízes nos teus eventos despertador. Os teus valores determinam como usas o teu perfil. As tuas crenças filtram o que os eventos te ensinam. E a autoconsciência é o que torna tudo isso visível.

"O conhecimento sem ação é apenas entretenimento. A verdadeira transformação começa quando decides que a leitura termina e a prática começa."
Baseado no CIS Method: Neurociência na Prática, Proacademy
A minha declaração final
Escreve quem és, o que te guia e quem te comprometes a ser. Em voz alta se conseguires. Esta declaração é o ponto de chegada deste modelo, e o ponto de partida do que vem a seguir.
Parabéns por chegares até aqui.
Poucos fazem este trabalho. Ainda menos chegam ao fim. O facto de estares aqui já é uma prova de quem decides ser.
Autoconsciência Valores DISC Eventos Modelo ABC
Transição para a Parte 2: Acção
O sistema cruza os teus resultados nos seis módulos e identifica os módulos da Parte 2 mais urgentes para ti, com a razão concreta por trás de cada recomendação. Clica para gerar a tua recomendação personalizada.